Jogos Paralímpicos Rio 2016 conquistam parceiro de peso

A Coca-Cola anunciou na manhã desta segunda-feira, 30/11, no Rio de Janeiro, o patrocínio para os Jogos Paralímpicos Rio 2016. O acordo oficializa a parceria do mais antigo patrocinador dos Jogos, presente na versão olímpica desde 1928, em Amsterdã, e na paralímpica desde 1992, em Barcelona. O patrocínio, mais até que o investimento, representa a confiança no crescimento do paradesporto.

O anúncio foi realizado em uma coletiva de imprensa com a participação e assinatura do contrato por dirigentes do Rio 2016, CPB, e Coca-Cola, mas o que mais chamou a atenção foi uma ação inusitada idealiza pela empresa, que levou para a água o tetracampeão mundial de paracanoagem, Fernando Fernandes, e o campeão olímpico do vôlei Nalbert, ambos embaixadores da marca para os Jogos. Eles disputaram uma divertida prova curta de canoagem, com direito a largada dada pela velocista Verônica Hipólito, uma das maiores esperanças de medalha para o Brasil nos Jogos. 

Esta foi a primeira ação externa realizada com os embaixadores da Coca-Cola e contou com os dois representantes paralímpicos e o padrinho da campanha, mas além deles, também fazem parte do time Léo de Deus, da natação, Anderson Varejão, do basquete, e Fabi, do vôlei.  

Apesar de as ações estarem apenas no início, a patrocinadora promete ser uma das mais ativas tanto em relação aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, quanto no Revezamento da Tocha, que vai de maio de 2016 até o início das Olimpíadas.  

  

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Falcão, um ET de carne e osso

No último domingo, durante o jogo que definiu a eliminação do Brasil Kirin da Liga Futsal 2015, o craque Falcão cometeu um grave ato de desrespeito ao cuspir em direção a torcedores da ACBF. Um momento lamentável que resultou em pedido de desculpas do ídolo em suas redes sociais.

Não é segredo que entre as principais contribuições da torcida para o resultado de uma partida, ainda mais com importância de semifinal nacional, está a pressão que exerce contra o adversário. Geralmente as duas partes se mantêm dentro do limite do aceitável e o atleta acaba assimilando eventuais agressões verbais. Em alguns casos, como acontece com frequência no futsal, até pela proximidade com a quadra, a torcida se exalta mais do que deveria e comete atos como tentativas de agressão física e cusparadas.

Por mais difícil que seja, o que se espera é que o atleta mantenha a postura profissional e não revide, até porque a regra prevê punições para a equipe da casa, embora a raridade de sua aplicação encoraje ainda mais o comportamento inconveniente e agressivo de quem deveria estar lá para apoiar seu time.

Falcão sucumbiu às provocações. Não é de hoje que a torcida de Carlos Barbosa, assim como algumas outras pelo Brasil, pega pesado com ala. As agressões verbais e até tentativas de agressão física são comuns e acontecem há anos. Não se resumem ao momento da partida, e acontecem desde a chegada ao ginásio até a saída. Deselegante e exagerado, mas infelizmente normal. Ao atleta, cabe praticar a paciência e responder da melhor maneira possível, ou seja, dando seu máximo em quadra.

Dessa vez deu tudo errado, e em um daqueles momentos inexplicáveis de desequilíbrio, não apenas a frustração desse jogo, mas de um ano cheio de dificuldades e lesões, pesaram para o Camisa 12, que perdeu a cabeça e a razão. Não foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu e, sim, provocações pesadas fazem parte do ônus de ser o “Falcão do futsal”! Não basta ser genial, tem que saber controlar o próprio gênio.

Mas se por um lado o que aconteceu é injustificável e dá corda para seus críticos mais vorazes, por outro Falcão mostrou um pouco do seu melhor ao usar as redes sociais para se explicar e pedir desculpas. Não quis ter razão, virar o jogo, ou culpar quem quer que seja. Simplesmente pediu perdão por um erro grosseiro (em todos os sentidos) e deixou transparecer o lado humano de um ídolo que no trato com a bola é um ET, mas ainda assim é de carne e osso, sujeito a erros e disposto a evoluir, como qualquer um de seus fãs.

Nike convida atletas e público a virem junto por um verdadeiro legado olímpico

A Nike apresentou na manhã desta quarta-feira, 11, no Rio de Janeiro, a campanha “vem junto”, que integra atletas de alto rendimento, amadores, influenciadores e artistas para promover ações que deixem uma herança relevante após os Jogos Rio 2016. O projeto foi desenvolvido por quem sabe tudo de atletas, do poder transformador do esporte, e ainda promete desenvolver o potencial das 21 vilas olímpicas da Cidade Maravilhosa.

Em época de grandes eventos esportivos não são poucas as empresas que querem capitalizar com patrocínios a atletas e aos próprios eventos. Normalmente a intenção é a melhor possível, mas por diversos fatores, entre eles a falta de experiência no mundo dos esportes, nem sempre o projeto tem aquela verdade tão necessária em uma área em que a relação do público é basicamente passional. E certamente este não é o caso da Nike neste projeto.

Aproveitando a experiência de “clubes de corrida” que vêm fazendo sucesso entre corredores de São Paulo e do Rio de Janeiro, a empresa criou em seu website uma plataforma em que os usuários podem criar eventos de corridas de rua e convidar outros corredores, sejam eles seus amigos ou não, a participar. 

O projeto vem embalado por uma campanha de marketing que não apenas usa a imagem de alguns dos seus principais atletas olímpicos e paralímpicos, mas também os envolve desde as gravações das peças publicitárias, lançamento da campanha, que aconteceu hoje, e participação em eventos. Além dos atletas, influenciadores e artistas, como Seu Jorge, também participam.  

Tudo isso já seria bom o bastante para mudar hábitos e engajar o público, mas na verdade essa é só a cereja do bolo, já que o que mais chama atenção e a principal herança que a Nike deixará para a cidade do Rio de Janeiro é um projeto de desenvolvimento de longo prazo das 21 vilas olímpicas que já existem espalhadas pela cidade. Esta parte tem como quatro pilares a programação para crianças, infraestrutura e reforma, comprometimento dos funcionários e atividades da marca, e promete transformar essas estruturas em verdadeiros centros de transformação da sociedade.  

A campanha ganhará força na mídia no início de dezembro, com a divulgação de suas peças que já vêm sendo desenvolvidas há meses, mas a simples composição entre atletas de alto rendimento, atletas do dia a dia, e público das vilas olímpicas, não deixa qualquer dúvida de que um movimento muito forte está por vir e não acabará logo depois dos Jogos.